segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Paladar infantil

Uêba! Pesquisando sobre paladar infantil, descobri que meu caso não é tão grave assim. Não chego a ser uma pessoa anti-social nem ao extremo de ter TOC com comida – comer só alimentos de determinada cor, por exemplo. Sou enjoada a ponto de não querer me frustrar com comida porque comer é um dos melhores prazeres da vida, então por que eu iria querer, propositalmente, me frustrar com isso?
Daí fico no porto seguro dos gostos conhecidos e adorados, mas às vezes navego em outras experiências com ingredientes apreciados por mim. Por exemplo, adoro camarão. Posso um dia comer camarão com algum molho de nome esdrúxulo; no mínimo vou gostar do camarão. E por aí vou.

Uma mania que tenho é também ter de gostar da comida logo de cara, ao vê-la. Comida pra mim tem que ser bonita, agradável de se ver. Daí que eu não gostava de caldo verde. Desculpem-me, pra mim parecia vômito. Até que um dia resolvi comer. A–do-rei! Hoje até faço em casa o danado. Outra surpresa foi com açaí. Não tinha a cor, mas o aspecto e até a “formatação” de cocô, além do cheiro de terra. Até que um dia, uma amiga minha pediu açaí sem xarope de guaraná e batido com banana. A-do-rei! Mesmo me surpreendendo com isto, ainda não sou capaz de tomar canjiquinha nem de comer dobradinha: gente, fede quando tá sendo feita, é feia demais e por que, meu Deus, eu comeria o bucho do boi? Tem tanta parte melhor nele! A não ser a língua, tenho gastura de comer aqueles caninhos brancos que ficam no meio da carne. Ah! Também tenho gastura das sementes do tomate. Não que não as coma, mas se puder tirá-las, melhor. Abaixo está uma pequena matéria sobre paladar infantil:

Pesquisadores do Centro de Distúrbios da Alimentação da Universidade Duke, nos Estados Unidos, desenvolveram um estudo para saber o que faz um adulto ser “picky eater” – uma pessoa que escolhe demais os alimentos antes de comê-los.
Os médicos pensavam que apenas crianças eram “picky eaters” e que elas iriam crescer e se livrar do problema. Agora, porém, a pesquia deve classificar pela primeira vez uma doença chamada de “alimentação seletiva”, que poderia se aplicar a adultos e crianças.
Ao contrário de pessoas com anorexia ou bulimia, os “picky eaters” não parecem fazer escolhas alimentares baseados na quantidade de calorias. Eles não são necessariamente magros ou obcecados com a forma do corpo. Os pesquisadores não sabem ainda o que impulsiona o comportamento, mas eles dizem que as texturas e o cheiro podem explicar a dieta limitada. Alguns só comem alimentos com uma textura consistente e um tipo de cor e sabor. Para Bianca M. Chimenti Naves, nutricionista da Clínica BKNR, “as pessoas apresentam memórias e sensações positivas e prazerosas com a prática desta alimentação, associada às recordações da infância e adolescência”.
A alimentação dos “picky eaters” é tão limitada que pode interferir nos relacionamentos sociais e profissionais, pois eles passam a recusar convites para jantar com os amigos ou jantares e almoços profissionais.
O problema é que o distúrbio pode afetar toda a família, uma vez que os pais evitam comer alimentos saudáveis e os filhos se espelham neles para fazer suas refeições. “A longo prazo, pode ocasionar uma possível desnutrição. Além disso, uma alimentação pobre em vitaminas, minerais e fibras e rica em gorduras e açúcares, contribui para o desenvolvimento da obesidade e de doenças cardiovasculares”, diz a nutricionista.(Fonte: Crescer)
 Viram? Nem sou tão enjoada assim! : D

Se quiserem ler mais sobre o assunto, até com opinião médica sobre tratamento, vejam aqui: Papo de Gordo.

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